• Construído em 1819 pertenceu ao Capitão Manuel Gonçalves Meirelles. Durante o Período farroupilha ali foi instalado o Ministério da Guerra e abrigou no ano de 1837 uma escola Pública para meninos.O acervo apresenta diversos documentos relacionados a Revolução Farroupilha. Horário de Atendimento do Museu: Segunda a Sexta das 9:00 às 11:30 e das 13:30 às 17h. Sábados,Domingos e Feriados das 14:30 às 17:00.

  • Construída em 1789 é apresentado como o Primeiro Prédio de Piratini,pertenceu a José Vieira Guimarães, A camarinha (Camarim) foi construído na primeira década do século XX.

  • Calçamento original, estilo pé de moleque ,Trecho remanescente de antiga pavimentação, em pedras irregulares de granito.

  • O Palácio do Governo Farroupilha foi instalado no sobrado construído em 1826 por Manuel Jacinto Dias. Neste prédio, em 1836, durante a Revolução Farroupilha aconteceu a reunião das Câmaras Municipais que declarou Piratini Capital da República Rio-Grandense.

  • Casa utilizada por Luigi Rosseti, redator do Jornal Revolucionário O Povo, impresso nessa residência de 1838 a 1839, quando foi transferido para Caçapava com o Governo Farroupilha. Jornal de iniciativa de Domingos José de Almeida, teve 45 edições impressas. Nesta casa morou também Garibaldi quando do seu envolvimento na Revolução.

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quinta-feira, junho 23, 2016

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Praga da Cigana (Lenda)


#Lendasecausosdepiratini PRAGA DA CIGANA Por Francieli Domingues
Há muitos anos atrás,nas vésperas da festas da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição (Novenas), chegou na cidade um grupo de Ciganos e ficou acampado pela cidadela, uma moça muito bela que era cigana se apaixonou por um Rapaz da sociedade Piratiniense, provavelmente alguém de posses e fortuna, o rapaz admirado com a beleza da cigana, o sentimento era recíproco por parte de ambos. O Romance era coisa de cinema, trocavam olhares, ele a presenteava com flores, ela lhe entregava doces que fazia com todo o carinho. 
A moça resolveu ir até a Igreja para pedir para marcar seu casamento com o rapaz Chegou e foi rapidamente em direção ao Padre e disse: 
- Bom dia Padre, vim pedir que o senhor marque meu casamento, o meu noivo é um moço aqui da cidade mesmo,então para qual dia podemos marcar ?
O padre com ironia respondeu:
- Quem você julga ser para se encontrar no direito de te unir a um Cristão, tu que vem de um povo que acredita vários Deuses,e nomeia teu Deus qualquer criatura? Além disso estou ocupado na organização de nossas novenas,não faria este casamento, inclusive era melhor que fosses embora desta cidade. 
A moça desesperada correu até a sanga da Lavagem e chorou, chorou, lágrimas grossas como punhos e e gritou uma praga: 
- Toda vez que houver festas nesta cidade, choverá muito, pois eu não consegui me casar com o homem que amava ... 
Até hoje quando chove em meio as festas de nosso município,um ou outro comenta 

  É a tal praga da cigana ...

domingo, junho 19, 2016

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50 anos da CELF




Participação nos festejos de 50 anos da Comunidade Evangélica Luterana Farroupilha no dia 19 de junho/2016 em Piratini, na oportunidade o Grupo de Artes EncenAção encenou durante a execução da música Torrão Piratini, representando Bento, Caetana, Garibaldi e Anita. 

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sexta-feira, junho 17, 2016

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Semana Agropecuária na Escola Alaor Tarouco


Apresentação na Escola Alaor Tarouco no último dia da Semana Agropecuária, na oportunidade foi apresentado a peça de 1835. Reuniram-se na Casa de Gomes Jardim na fazenda das Pedras Brancas, os generais Bento Gonçalves, Onofre Pires e Conde Zambeccari para a tomada de Porto Alegre.

Chico, Onofre Pires, Bento Gonçalves, Gomes Jardim, Leonor e Conde Zambeccari

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sábado, maio 21, 2016

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Técnica Teatral na Escola Ruy Ramos


O Grupo de Artes EncenAção apresentou na Escola Ruy Ramos uma técnica teatral  reflexiva a caridade e amor ao próximo com personagens como mendigos (Luiz e Maria), patricinhas (Ingrid e Camila) e Assaltante (Magdalena). Contamos com a ajuda do auxiliar e membro do grupo Gabriel Nichele e com direção de palco e foto de Erasmo Bonotto. 



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segunda-feira, novembro 02, 2015

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City-Tour para a Região do Pampa pela Agência Galápagos Tuor


No dia 02 de novembro/2015 o Grupo de Artes EncenAção realizou um city-tour temático para a Região do Pampa através da Agência Galápagos Tour. Obrigado por terem confiado no nosso trabalhos e que possam voltar sempre.



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terça-feira, outubro 27, 2015

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City Tour Terrasul Turismo Pelotas


                                         
             City-tour temático que se realizou no dia 25 de outubro de 2015 para o Terrasul Turismo Pelotas.

Lado esquerdo os personagens Joana e Procópio e lado direito, Luiz Carlos Barbosa Lessa.
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domingo, outubro 25, 2015

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City-Tour para o Terrasul Turismo Pelotas



Fotos registradas minutos antes do city-tour para o Terrasul Turismo Pelotas que se realizou no dia 25/10/2015. Atores se preparando para sempre trazer a todos a nossa história, nossas origens (...) o nosso muito obrigado a todos por terem confiado em nosso trabalho.

Personagem de Domingos José de Almeida e os filhos Pelopidas e Epaminondas Piratinino. 

Personagens de Joana e Felisbina no Palácio do Governo Farroupilha

Agende já a sua visita em Piratini com o city-tour temático do Grupo de Artes EncenAção pelo número (53) 3257 3278 (seg-sexta das 09:00hrs às: 15:00hrs). 

Reunião no Palácio do Governo Farroupilha com General Netto, Presidente Bento Gonçalves e o Ordenança Chico,.


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terça-feira, setembro 22, 2015

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Abertura do Desfile 20 de Setembro

O Grupo de Artes EncenAção desfilou no dia 20 de Setembro para comemorar a epopeia Farroupilha, personagens como Bento Gonçalves, Netto, Coronel Teixeira Nunes, Anita, Giusepe Garibaldi, escravas, açorianas, Bernadina Almeida entre outros ressaltaram o porque do dia 20 de setembro ser o dia do gaúcho: Porque foi nesse dia no ano de 1835 que os gauchos se levantaram em armas contra o imperio brasileiro, sempre é bom relembrar nossos ideais, Liberdade, Igualdade e Humanidade.





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domingo, junho 07, 2015

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City-Tour Temático

Durante a Semana da Consiência Jovem, o Grupo de Artes EncenAção veio a complementar com um city-tour temático, esse que é através da Secretaria de Cultura, Turismo, Desporto e Lazer que tem como parceria a Associação de Turismo Jovem Tur. Este Tour Temático que além de contar a história de nossa Piratini, tem o privilegio de ter encenações, tendo a aparição de cenas com Bento Gonçalves, Caetana, Família de Domingos José de Almeida, Portuguesas (açorianas), Anita Garibaldi, Escravas, Lanceiros e muito mais. Nas fotos é de um tour que aconteceu no dia 30 de maio de 2015, durante a Semana da Consciência Jovem onde temos então apenas uma boa parte do tour temático que em breve estará com todos os atores, esses como outros importantes figuras da Revolução Farroupilha. Levaremos sempre com muito carinho a história de Piratini, pois pra nós, representar a nossa história é um orgulho imenso.

Para melhor visualização de cada imagem
( https://www.facebook.com/profile.php?id=100009652151040)

quarta-feira, outubro 01, 2014

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Alguns dos personagens do Teatro. Da esquerda pra direita, Darlan. Carla, Glaci, Eliane, Elizete, Silvia, Mirian, Enilton, João, Anajara e as crianças, Caetana e Benito. 

quinta-feira, setembro 18, 2014

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Os vultos que guardam o palácio de Bento Gonçalves em Piratini


Zero Hora conta histórias de lugares míticos da Guerra dos Farrapos, palcos da revolução que abrigam lendas e narrativas capazes de atiçar a curiosidade e a imaginação dos gaúchos


Na primeira vez em que entrou no Palácio de Governo da República Rio-Grandense, onde o general Bento Gonçalves chefiava a nação separada do Brasil, a condutora de turismo Eliane Peroba Cardozo, 28 anos, achou que estava sendo acompanhada por alguém caminhando às suas costas.
 A cada passo que dava na escadaria de madeira de 18 degraus, a qual leva ao segundo pavimento, imaginava ouvir pisadas de botas na retaguarda. Ao virar- se para ver quem era, espantou-se: não havia ninguém.
Era julho de 2011 quando Eliane intuiu que estava sendo escoltada ao ingressar no Palácio de Governo, em Piratini, a sede da insurreição contra o império brasileiro. Hoje, ela lembra que não sentiu medo. Mas teve certeza de que alguém a vigiava, de forma solene e atenta, monitorando onde pretendia ir e com que intenções se movia. 
– Quando olhei para trás e não havia ninguém, pensei “ué, quem é que vinha comigo?” Depois de refletir, concluí: “eu sou a intrusa” – admira-se.

 Antônio Ortiz mostra a passagem secreta que leva até o sótão onde ficavam documentos (imagem a direita) Foto: Carlos Macedo/Agencia RBS
O sobrado onde os farrapos instalaram o governo, em novembro de 1836, após proclamada a independência do Rio Grande do Sul, fora construído 10 anos antes por um tal de Manuel Jacinto Dias. Foi ocupado por Bento Gonçalves a partir de novembro de 1837, pois o comandante estivera preso, no Rio de Janeiro e depois na Bahia, de onde fugiu para retomar a revolução. 
Do segundo andar do palácio, onde montou o gabinete, Bento podia observar tudo ao redor de Piratini, que fica no topo de um cerro da Serra dos Tapes. Despachava com o multiministro Domingos José de Almeida (que tinha a chave do cofre), palpitava com o editor italiano Luigi Rossetti sobre o conteúdo do jornal O Povo e fazia a atividade que lhe era mais prazerosa – discutir estratégias militares com seus oficiais. Era de lá, dos janelões, que lançava proclamações ao povo reunido na rua.

Portas se abrem, depois se fecham 

Não se pense que apenas Eliane Cardozo ouve estranhos rumores. O diretor de Turismo de Piratini, Antônio Lobato Ortiz, 59 anos, já se levantou da cadeira por acreditar que estavam batendo à porta do escritório, o qual funciona dentro do Palácio de Governo. Quando atendeu e abriu o trinco, deparou com o vazio. 
– Cheguei a ter a nítida impressão de que estavam forçando a porta. No fundo, sabia que não era ninguém, mas fui conferir – relata Ortiz. 
O prédio aguça a imaginação, com suas quatro enormes portas e janelas na fachada. Nos paredões, há seteiras (frestas cônicas), onde as sentinelas podiam assestar os fuzis em caso de ataque externo. Dentro do palácio, há uma passagem secreta para o sótão, onde os farroupilhas escondiam documentos e valores. Vultos fardados se posicionariam na entrada desse alçapão para assustar os bisbilhoteiros, os mais sensitivos e propensos a assombros. 
Aos fundos da antiga sede governamental, está um fogão árabe de sete bocas – as quais podem ser constatadas nas aberturas da chaminé –, que servia para abastecer generais, ministros e seus ajudantes com chimarrão e carne assada nos prolongados serões. Atualmente, ao participar de reuniões noturnas no palácio, desta vez para tratar do turismo em Piratini, há quem estremeça com ruídos imprevistos. Especialmente se estiver sentado à mesa retangular, de 2m80cm de comprimento, que teria acomodado o presidente Bento à cabeceira. 
– Sempre parece que tem alguém por perto. Portas que se imaginava fechadas aparecem abertas, e vice-versa – observa Ortiz. 
O sugestionado convívio com fantasmas no palácio é amigável. Ortiz ressalta que os funcionários do turismo e do museu se sentem privilegiados por trabalhar no prédio onde foi administrado o efêmero país chamado Rio Grande do Sul. 
Nem todos são bem-vindos, porém. Ortiz conta que um vendedor de artigos gauchescos, ao pernoitar no palácio devido à lotação dos hotéis, foi encontrado na rua, 5h da madrugada, os nervos em frangalhos, olhos esbugalhados, num tremor só. Interpelado, balbuciou que não conseguira dormir, pois escutara gritos, gemidos, xingamentos. Então, pegou a sua trouxa e deu no pé. Ficou a dúvida: o que o desditoso hóspede fez para ser expulso do local? 

Da janela do gabinete, o general tinha a visão de Piratini e lançava proclamações ao povo (imagem a esquerda), Chaminé do fogão árabe de sete bocas que abastecia o palácio (imagem a direita) Foto: Carlos Macedo/Agencia RBS

Enigmas farrapos a desvendar 

Se há mesmo fantasmas pelo Palácio de Governo e outros prédios da República Rio-Grandense, em Piratini, o pesquisador e professor de história João Manoel Ferreira, 53 anos, gostaria de conversar com eles – e demoradamente. Convidaria para que revelassem episódios obscuros da Revolução Farroupilha, esses, sim, verdadeiros mistérios a se esclarecer. 
A maior curiosidade de Ferreira é saber o que aconteceu na infame madrugada de 14 de novembro de 1844, no Cerro de Porongos (atual município de Pinheiro Machado), próximo a Piratini, quando o esquadrão de Lanceiros Negros foi massacrado por tropas imperiais sem chance de defesa. O general farroupilha David Canabarro teria mandado desarmar os combatentes, temidos pelas cargas de lança, para apressar o fim da guerra civil? Ou tudo não passou de uma injustiça contra Canabarro, acusado de trair os farrapos? 
– Gostaria de me deparar com um fantasma para saber mais coisas. Há fatos para os quais não temos respostas, ou são muitos os vieses – diz Ferreira. Os espectros também poderiam contar detalhes sobre a vida durante o governo de secessão. Piratini foi escolhida capital por razões estratégicas, práticas e políticas. Fica perto do Uruguai – útil para uma retirada em caso de invasão –, no topo da áspera Serra dos Tapes e guarnecida por obstáculos naturais, cerros e matas. Tinha casarões apropriados para abrigar os ministérios, mais o fervor revolucionário de jovens oficiais como Manoel Lucas de Oliveira, Joaquim Pedro Soares e Joaquim Teixeira Nunes. 
Visitar Piratini, atualmente, é como entrar no cenário farroupilha. É por isso que Francieli Domingues, 20 anos, condutora de turismo, prefere ficar mais tempo no Palácio do que em casa. Diz que ouve sons – cochichos em salas vazias e rangidos de pisadas no assoalho – e pressente o farfalhar de vultos roçando perto de onde está. Longe de se apavorar, Francieli entrega-se ao devaneio. Chega a pensar que está na época errada, gostaria de voltar aos primórdios do século 19. 

– Aqui se pode ouvir o tilintar dos farrapos – exclama ela.

Zero Hora de 15 de setembro de 2014 
Os vultos que guardam o palácio de Bento Gonçalves em Piratini 
http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2014/09/os-vultos-que-guardam-o-palacio-de-bento-goncalves-em-piratini-4598239.html
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As lendas que Piratini herdou da Revolução Farroupilha

Zero Hora conta histórias de lugares míticos da Guerra dos Farrapos, palcos da revolução que abrigam lendas e narrativas capazes de atiçar a curiosidade e a imaginação dos gaúchos 

Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Não apenas os sobradões coloniais de Piratini emitem os ecos da Revolução Farroupilha, os quais podem causar arrepios nas pessoas mais sugestionadas ou divertir aquelas que procuram assombrações. Pelo que se conta na cidade e está registrado em livros, os farrapos deixaram outra herança: uma variedade de lendas, que oscilam entre a maldição e o encantamento.


O professor de história João Manoel Ferreira, 53 anos, pesquisou os motivos, palpáveis e anímicos, para a proliferação de lendas a partir do momento em que os farrapos escolheram Piratini para ser a capital da República Rio-Grandense. Finda a sublevação, em 1845, o Império do Brasil tratou de castigar o povoado rebelde, condenando-o ao ostracismo. Então florescente, com teatro, cervejaria e até gente que falava francês, foi rebaixado à condição de vila e murchou. 
– Isso causou um trauma. Os moradores tiveram problemas, ficaram mais sensíveis – interpreta Ferreira. 

Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
E as lendas foram brotando, tipo cogumelos, adubadas pelos nervos à flor da pele dos piratinenses que ficaram na vila. Uma das primeiras envolve o pároco da Matriz Nossa Senhora da Conceição, padre Manoel José Soares de Piña, que odiava os farroupilhas. Nas missas, imprecava contra os sediciosos do púlpito, xingava os fiéis simpáticos à conspiração e, consta, usava a palmatória (instrumento de punir crianças peraltas na escola) para impor suas ideias. 
Eliane Peroba Cardozo observa a Cacimba da Carretela, onde uma noiva teria se suicidado
Quando os farrapos invadiram Piratini, em 8 de outubro de 1835, depuseram a guarnição local e foram tirar satisfações do padre resmungão. Piña não se intimidou. Manteve as críticas e disse que não arredaria pé da sacristia, pois obedecia somente ao Papa. Então, os revolucionários o colocaram no lombo de uma mula, velha e mancarrona, e o expulsaram da cidade sob gargalhadas. 
Indignado com a humilhação a que fora submetido, o sacerdote rogou uma praga contra Piratini. Ela foi coletada pelo professor Ferreira, que a reproduz tentando ser o mais exato possível à origem:

 – Esta vila nunca será próspera. Um passo para a frente, outro para trás. O praguejador possesso nunca mais voltou. Piratini realmente ficou longe dos trilhos do trem e, depois, das rodovias do progresso. Em compensação, manteve a aparência preciosa que lhe favorece o turismo histórico.

Naufrágio na Lagoa Negra 

A lenda da Lagoa Negra também é conhecida, e teria raízes num acidente. Há mais de uma versão, a que preponderou mostra um viés satânico. É contada pelo pesquisador Ferreira, mais ou menos assim: um comboio de carretas tracionadas por bois voltava de Montevidéu, onde fora vendida uma carga de cerveja produzida pelo açoriano Lucindo Manoel de Brum, estabelecido em Piratini. O elegante prédio da fábrica existe, fica diante do Palácio de Governo, agora com outras serventias. 
Na volta da viagem, as carretas traziam cerâmica, porcelanas e mercadorias uruguaias. Temendo salteadores e bandoleiros castelhanos, os carreteiros ocultaram o dinheiro da venda da cerveja dentro de guampas bovinas (então utilizadas como cantis de água ou cachaça). O truque já dera resultado antes. 
Ao se aproximar de Piratini, no entanto, os condutores das carretas apressaram o passo, para fugir de uma tempestade que já convulsionava as nuvens. Ao cruzar a Lagoa Negra (a cor é devida ao sombreamento provocado por árvores ao redor), um deles teria estugado um boi exausto com a aguilhada, além de amaldiçoar o animal.

 – Anda, diabo! 

O carro de bois naufragou na Lagoa Negra, a 19 quilômetros de Piratini, no distrito do Passo do Alfaiate. O carreteiro afogou-se, e os chifres forrados de moedas de ouro se perderam na água. Dizem que foi obra do demônio, enfurecido por ter sido importunado.
O atual proprietário da Lagoa Negra, Alex Santos, 34 anos, sabe da lenda. Mediu a profundidade da água, com uma linha de pesca chumbada na ponta, alcançando a marca de seis metros. Alex nunca ouviu ruídos estranhos nem viu fantasmas, mas conta que pescadores relataram ter escutado gritos vindos da lagoa, de afogados que pediam socorro. Não se sabe o quão sóbrios eles estavam. 

A estátua que vira cachorro 

Piratini reserva uma surpresa aos que se encantam por lendas e soltam a pandorga da imaginação. É a história do cachorro que deixa de ser uma estátua durante a noite, pula do terraço de um sobrado e corre pelas ruas da cidade, os olhos em brasas, para vigiar o sono dos que dormem. Quando amanhece, o bicho já está de volta ao casarão na anterior imobilidade. 
O cão que guarda Piratini nas madrugadas foi colocado no alto do Sobrado da Dorada, construído em 1830, o qual pertenceu ao médico francês José Afonso Gassier. O estrangeiro caprichou na arquitetura, importou azulejos da Europa, tudo para agradar a mulher, Florinda de Melo, que era neta do político farroupilha Vicente Lucas de Oliveira. Eles se casaram depois que a jovem Florinda ficou viúva. 
Como todo cachorro, o do sobrado do francês é adorado pelos moradores. Vilmar Bitencourt, 74 anos, tem uma chácara ao lado, onde cuida de três cavalos. Ele conta que a última dona do casarão, já falecida, costumava pôr uma tigela com leite diante da boca da estátua, diariamente. 
– Ela estava muito velhinha, caduca. Todos gostam do cachorro – diz Bitencourt, sargento reformado da Brigada Militar. 
Ninguém caminha diante do sobrado sem prestar atenção no cachorro, sentado sobre as patas traseiras, na posição de quem está prestes a se movimentar. Alguns pedestres relatam que o animal vira a cabeça, se ouvir um assovio, mas João Carlos Ávila da Silveira, 49 anos, acha que é o efeito da cachaça. 
– Quem bebe umas a mais diz que se mexe – brinca Silveira. 
O Sobrado da Dorada foi útil à República Rio-Grandense, instalada em Piratini. Nos fundos do prédio, funcionava a fábrica de pólvora e fogos de artifício dos irmãos Gonzaga, conhecidos por “os fogueteiros”. 
Estatua que vira cachorro, Sobrado da Dorada. Foto: Carlos Macedo/Agencia RBS
Moça de branco caiu na cacimba 

Mas há uma lenda em Piratini que entristece e comove, pelo desenlace trágico que teve. Uma moça formosa apaixonou-se por um peão de estância, num romance proibido que acabou descoberto pelos pais. Eles desejavam que namorasse um rapaz de posses, mas a filha desobedeceu. 
Em uma novela que poderia lembrar Romeu e Julieta, a moça insistiu na relação clandestina e marcou um encontro com o peão nas proximidades da Cacimba da Carretela – referência ao carretel que suspende a corda do balde para puxar água. Ao saber, o pai mandou atirar no moço pobre, que teria escapado ferido. Imaginando que o amado morrera, a moça jogou-se dentro da cacimba, afogando-se. 
A partir de então, certos moradores passaram a ver o vulto de uma mulher de branco – a noiva desventurada – irrompendo da embocadura do poço nas noites de Lua Cheia. A condutora de turismo Eliane Peroba Cardozo, 28 anos, tem uma suposição. 
– Ela faria isso para abençoar os casais enamorados – conta. Morando perto da Cacimba, o aposentado Manoel Orgírio Andrade Porto, 72 anos, nunca viu o fantasma. Na juventude, apesar dos receios, espiava o poço, ávido por conhecê-la. 

– Vá que ela fosse bonita! – comenta.


Certos moradores passaram a ver o vulto de uma mulher de branco – a noiva desventurada
Zero Hora de 16 de setembro de 2014
As lendas que Piratini herdou da Revolução Farroupilha
http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2014/09/as-lendas-que-piratini-herdou-da-revolucao-farroupilha-4598803.html

domingo, julho 06, 2014

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PIRATINI, 225 ANOS

Há quase doze anos atrás eu me recordo docemente que adentrei pelas salas espaçosas do Museu Farroupilha e fiquei Parada em frente ao oratório admirando seus detalhes em uma tentativa de rezar surgiu um Pai Nosso meio desajeitado, mais que depressa mudei de a direção do meu olhar para a Janela, lá fora caia uma chuvinha mansa e de certa maneira chovia dentro de mim, uma chuva mesclada de emoção e espanto diante de tantas surpresas, eu confesso que eu tinha um certo medo do Quadro do General Bento, parece que seus olhos me seguiam, me arrepiavam ... Exposto com exuberância estava a Pintura retratando a Fuga de Anita com o frágil Menotti nos braços. Quem era aquela mulher? Havia algo nela que me inspirava confiança e um afeto imediato, seria ela uma espécie de Deusa ? Cheguei em Casa e inocentemente Perguntei: - Mamãe posso morar no Museu? Minha mãe riu, um riso diferente, tímido e emocionado, mas com segurança respondeu:  -Não você não pode morar no museu meu amor ... Então aos pouquinhos as pessoas a minha volta foram me contando sobre uma Tal de Revolução que acontecerá aqui a muitos e longos anos atrás e que Piratini tinha seu nome dado pelos índios e que Significava Peixe Barulhento, que havia sido Fundada em 1789 e tantas outras coisas ... Inclusive muitas foram as vezes que me escondia debaixo da mesa, com medo da Moça da Cacimba (Mulher de branco) que todas as Quintas Feiras saia a vagar por as ruas, hoje acho mais sensato não me esconder embaixo da mesa, mas continuo a teme-la. E para mim que digeria estas informações soltas, eu construía um Conto de Fadas diferente onde o País das Maravilhas se Chamava Piratini, suas ruas cobertas por amores perfeitos e muitos castelos, os mocinhos eram Farrapos e os Vilões eram Caramurus, a Princesa usava Chiripá e Botas rucilhonas, e que eu devia tomar cuidado com a Salamanca do Jarau e o Cachorro de trapos. Foi de fato um amor instantâneo! Quando comecei a ler e interpretar de maneira mais realista, era presenteada com Livros e me encontrava por inteiro neles. A cena que mais emocionou de todos os Filmes, novelas, seriados e minisséries que havia assistido e olha que garanto que não foram poucos, foi quando em 2006 na A Casa das Sete Mulheres, Joaquim Teixeira Nunes vulgo Coronel Farrapo Gavião heroico Chefe dos Lanceiros Negros que foi interpretado com perfeição pelo ator Douglas Simon, morre no Ataque a Porongos, entre lágrimas e soluços eu descobri no Gavião o meu grande exemplo de herói. E Quando falo de Amor é amor mesmo, sem qualquer vacilo, eu me entreguei a Piratini e a História de com 7 aninhos espontaneamente, eu ficava horas e horas me imaginando em outra época, vestindo outras indumentária, falando outros dialetos, lutando na Farroupilha, sendo cortejada pelo Teixeira Nunes, ouvindo o sotaque Italiano de Garibaldi, e dançando uma Valsa com Bento Gonçalves com todo o respeito é claro, meu sonho de consumo sempre será possuir a Casa do Moreira Fabião onde morou Barbosa Lessa. Não Importa onde, como, com quem e por quanto tempo Deus me permitirá viver, mas a minha Missão é trabalhar e vivenciar esta riqueza histórica e cultural e faço isso com toda a minha Dedicação, minha essência e minha Alma, este é meu Legado, meu ideal, eu não o vendo, não o empresto e não o troco por nada, afinal não tem como esquecer meu Primeiro AMOR, é um presente de Deus em minha jornada.Um dia eu terei um diploma em mãos para me orgulhar, eu sou inteiramente Feliz por carregar esta devoção a minha, a tua, a nossa PIRATINI, sei que esta Paixão não é nem nunca foi algo passageiro, é parte de mim, o que me move, e me satisfaz, é o meu jeito próprio de fazer arte e de me comunicar, aqueles que não respeitarem este sentimento estarão de certo modo me matando, foi lutando por levar adiante esta valorosa história da Primeira Capital Farroupilha, que eu descobri acidentalmente como me imortalizar, Te amo PIRATINI !

Tributo a Piratini por Francieli Domingues 
Esta é uma das homenagens que nas rede sociais do dia de hoje 06 de julho de 2014, dia que Piratini completou 225 anos de História recebeu.

quinta-feira, junho 05, 2014

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Orçamento Participativo

Prioridades do Município e Regional no Orçamento Participativo no dia 04/06



sexta-feira, maio 30, 2014

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Dia do Desafio, PIRATINI/RS


O Dia do Desafio ( 28 de maio de 2014 ) movimentou a cidade de Piratini/RS.
Os participantes receberam a visita das funcionárias da Secretária de Cultura Turismo, Desporto e Lazer e membros da Associação de Turismo Jovem Tur.
As atividades propostas eram executadas de maneira descontraída.
Frisamos a importância da atividade física na vida das pessoas, a interação com os participantes nos proporcionou um dia impar.
Nós agradecemos a participação de todas as entidades entre elas comerciais, educacionais públicas e empresariais. 

Prefeitura Municipal

Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição

Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição

Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição

Benoit

Câmara Municipal
Banrisul

Funcionários da Secretária de Cultura, Turismo, Desporto e Lazer e do Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição.


quarta-feira, maio 14, 2014

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Dia do Desafio, acontecera 28.05.2014


Uma Competição saudável entre cidades, onde a qualidade de vida e o bem-estar social são o maior prêmio. Realizado mundialmente, o Dia do Desafio propõe que as pessoas interrompam suas atividades rotineiras e pratiquem, por pelo menos 15 minutos consecutivos, qualquer tipo de atividade física. Mobilize a sua comunidade, movimente o seu corpo e participe deste super desafio.

:: Como participar ::

A participação pode ser individual ou coletiva.
Individual - Você realiza uma atividade física por, pelo menos, 15 minutos e depois registra a sua participação no centro coordenador da sua cidade ou no Sesc mais próximo.
Coletiva - Você mobiliza as pessoas da sua rua, condomínio, escola ou empresa e participa de uma atividade física por, pelo menos, 15 minutos. Depois, registra o número de participantes e a atividade realizada, telefonando também para o centro coordenador da sua cidade ou para o Sesc mais próximo.

Dia do Desafio
Você se mexe e o mundo mexe junto
Dia 28.05.2014


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Anita Garibaldi, Heroína de Dois Mundos

Francieli Domingues como Anita Garibaldi e Juliano Moura como Giusepp Garibaldi 
Mesmo que não haja referências históricas concretas sobre a passagem da heroína da Revolução Farroupilha, Anita Garibaldi, por solo piratiniense, existe a crença “romântica”, cultuada entre seus admiradores, de que ela não deixou de acompanhar o seu amado Giuseppe Garibaldi e, por vezes, mesmo que incógnita, andou pelas ruas da cidade, a primeira Capital Farroupilha. Dois anos se passaram desde que a catarinense Ana Maria de Jesus Ribeiro, a Aninha e mais tarde Anita Garibaldi (1821-1849), uma das figuras célebres da Revolução Farroupilha, foi inscrita no Livro dos Heróis da Pátria, através de lei publicada no Diário Oficial da União (DOU). 
No entanto, com exceção da iniciativa de realizar encenações sobre o período da Revolução Farroupilha pelo centro histórico, lançada pelo Núcleo de Artes Piratiniense (NAP), há dez anos, e retomada pela Associação de Turismo Jovem Tur, no ano passado, em que Anita está sempre ao lado de Garibaldi, não existem outras referências à heroína na cidade. “Sempre que é necessária a presença do personagem de Giusepe Garibaldi em algum evento histórico ou turístico, lá está Anita, ao seu lado”, diz a jovem Francieli dos Santos Domingues, de 19 anos, a quem cabe o papel de encarnar a heroína, ao lado do marido Juliano dos Santos Moura, 29, o Giuseppe Garibaldi. 
A encenação tem a duração de duas horas e conta com 20 personagens, inclusive a jovem Manuela. Francieli é quem escreve os textos e faz as indumentárias do grupo. Ela está convicta de que em algum momento, seja no auge da paixão por Garibaldi ou ainda, quando o casal deixou definitivamente o Brasil em direção ao Uruguai, a heroína cavalgou pelo município do Sul do Estado. “Geograficamente, a viagem em direção ao Uruguai e ainda mais levando 900 bois só seria possível se fosse feita através de terras planas e por Piratini é o caminho mais seguro até lá”, sustenta Juliano Moura, que também compartilha desta crença. “Não é possível falar de Anita sem Garibaldi e vice-versa, assim como não é possível dissociar Bento Gonçalves da Silva da Revolução Farroupilha”, defende o secretário de Turismo, Fladimir Gonçalves, que também acredita na versão. No entanto, para ele, Bento Gonçalves ainda é o principal vulto e o mais lembrado pelos aficionados pela história da Revolução. 
Na Linha Farroupilha, roteiro turístico criado em 2012, a Casa de Garibaldi é a mais forte referência desta convicção da presença de Anita compartilhada pelos piratinienses. A atração de número 24, fica na rua Bento Gonçalves, 182/186, antiga rua Clara. Nesta casa funcionou a tipografia do jornal revolucionário O Povo, órgão oficial da Revolução editado pelo rebelde Luigi Rosseti, com apoio e colaboração de Domingos José de Almeida e ali morou Giuseppe Garibaldi quando aderiu aos ideais farroupilhas. “Difícil duvidar que tendo o marido ficado um tempo em Piratini, em algum momento Anita não esteve aqui”, defendem. 
A casa se destaca das demais, na paisagem do centro histórico de Piratini, devido a degraus de madeira que levam até as portas principais. No local hoje funcionam a sede do Conselho Tutelar e a Junta de Serviço Militar. 
No Museu Histórico Farroupilha, a única referência atual à figura de Anita é uma aquarela em papel, feita em 1985, por uma artista que assina apenas como Idília. A diretora do Museu, Angélica Panatieri, explica que a obra, um retrato de Anita, foi doada ao museu por ocasião do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha e integra uma série de reproduções de obras sobre vultos históricos. 

Francieli Domingues como Anita Garibaldi e Juliano Moura como Giusepp Garibaldi 
:: Fuga de Anita ::

Outra obra pertencente ao acervo e que no momento se encontra em Porto Alegre, junto ao Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) para restauração juntamente com outras sete com tema sobre a Revolução Farroupilha, é a tela A fuga de Anita. Pintado a óleo por Dakir Parreiras, o quadro data do início do século e mede 2,16 metros de largura por 1,7 metro de comprimento e retrata a fuga da heroína catarinense para a floresta entre Lages e Curitibanos, em Santa Catarina. 
No lombo de um cavalo, Anita é representada com o filho, Menotti Garibaldi, ainda bebê, no colo. O fato ocorreu assim que foi instalada a República Juliana em Lages e em Laguna. As oito obras, a maioria feita em óleo sobre tela e com data entre 1879 e 1925, estão no Margs desde abril de 2011, financiadas através da Lei Rouanet. 
A coordenadora de Conservação e Restauro do Margs, Naida Corrêa, explica que das oito obras, as cinco menores estão concluídas. A fuga de Anita está entre as três de dimensões maiores e no momento o projeto está suspenso, por falta de recursos. “Já entramos com outro projeto da Lei Rouanet e esperamos que até o final deste ano, consigamos concluí-lo.”
 Apenas Naida e uma outra restauradora que trabalha apenas com molduras trabalham na recuperação das obras e para vencer a demanda, necessita de ajuda. “São obras muito grandes e necessitam de mais mão de obra, já solicitada”, diz. Ela explica que a pintura foi muito prejudicada por intervenções anteriores, o que a modificou demais do original. “Eu acredito que foram feitas em épocas em que o restauro não possuía a técnica de que dispomos agora e feitas sem a intenção de prejudicar”, diz. 
Das oito obras, o quadro de Anita é o que se encontra em pior estado, diz, mas o trabalho será feito procurando deixá-la o mais próximo possível do original, garante. Antes de voltar a Piratini, as obras restauradas devem ser expostas no Margs. 

:: Livro dos heróis da Pátria ::

 O livro registra perpetuamente os nomes dos brasileiros e de grupos de brasileiros que tenham dado a vida pela pátria “defendendo ou construindo, com dedicação e heroísmo”. Criado em novembro de 2007, pela lei 11.597, assinada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, o livro está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O Panteão é um monumento de arquitetura modernista, simbolizando uma pomba, criada por Oscar Niemeyer. Também estão no livro Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, dom Pedro I entre outros.

:: Linha Farroupilha ::

A Linha Farroupilha foi criada pelos arquitetos de Porto Alegre, Ceres Storchi e Vlademir Roman, consiste em um trajeto de 880 metros, dentro do Centro Histórico do município. A partir de sinalizadores e indicadores, instalados nas calçadas, junto a edifícios, logradouros e monumentos relacionados ao período farroupilha, o visitante pode se orientar sobre cada um dos pontos turísticos e conhecer melhor a história do município.
 A partir de placas colocadas estrategicamente no início, meio e final do percurso, a partir de um QR Code lido em aplicativo de celular, o visitante é remetido ao site da linha. Os sinalizadores, com a marca da Linha, e indicadores, com o atrativo, os dois fundidos em bronze, estão instalados nas calçadas. 

:: Sobre Anita ::

 Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, também conhecida como Anita Garibaldi, foi a combativa esposa do herói italiano Giuseppe Garibaldi. Nasceu na aldeia de Morrinhos, subúrbio do município de Laguna, em Santa Catarina. Seus pais eram descendentes de imigrantes dos Açores. Depois de perder o pai, casou-se, aos 15 anos, por insistência da mãe, com Manuel Duarte Aguiar. Esse matrimônio sem filhos foi um fracasso e durou pouco. 
Em 1837, durante a Guerra dos Farrapos, Giuseppe Garibaldi, a serviço da República Rio-Grandense, tomou a cidade portuária de Laguna, transformando-a na primeira capital da República Juliana. Ali, conheceu Anita e desde então permaneceram juntos. Entusiasmada com os ideais democráticos e liberais de Garibaldi, ela aprendeu a lutar com espadas e usar armas de fogo, convertendo-se na guerreira que o acompanharia em todos os combates. 
Durante a batalha de Curitibanos, o casal se separou, inadvertidamente, e Anita foi capturada pelo exército imperial. Presa, os oficiais a informaram de que Garibaldi havia morrido. Anita, que estava grávida, pediu então que a deixassem procurar o corpo de seu companheiro entre os mortos. Sem encontrá-lo e suspeitando que estivesse vivo, se aproveitou do descuido dos soldados, saltou sobre um cavalo e fugiu em meio aos disparos de seus perseguidores. Poucos quilômetros depois, deparou-se com o rio Canoas e, sem hesitar, lançou-se nas águas. 
A perseguição cessou, pois os soldados acreditavam que ela estaria morta. Mas Anita passou à outra margem e vagou durante quatro dias pela mata, sem comer ou beber. Finalmente, reencontrou os rebeldes e, na cidade de Vacaria, uniu-se novamente a Garibaldi. Poucos meses depois nasceu o primeiro filho dos quatro que tiveram. Posteriormente, em 1841, Anita e Garibaldi seguiram para Montevidéu. A cidade estava sitiada pelas forças do argentino Juan Manuel de Rosas, que apoiava Manuel Oribe contra o ditador Fructuoso Rivera. O casal lutou ao lado de Oribe. O sítio durou cerca de nove anos, ao fim dos quais Rivera foi derrotado na batalha de Arroyo Grande. 
Anita e Garibaldi casaram-se em 26 de março de 1842, na paróquia de San Bernardino. Em 1847, Garibaldi enviou Anita à Itália, como sua embaixadora, a fim de preparar o terreno para o seu retorno, que, acompanhado de um exército de mil homens, pretendia desembarcar na Itália para lutar na primeira guerra da independência italiana, contra a Áustria. 
Depois da chegada de Garibaldi, eles seguiram para Roma, onde se proclamou a República Romana. A cidade, contudo, foi atacada por tropas franco-austríacas e Anita, grávida do quinto filho, lutou ao lado de Garibaldi na batalha de Gianicolo. Obrigado a bater em retirada, o casal fugiu acompanhado de um exército de quase quatro mil soldados. Foram perseguidos, contudo, por forças francesas, napolitanas e espanholas. Durante a fuga, quando chegaram a San Marino, que também havia se libertado dos austríacos, Garibaldi e Anita não aceitaram o salvo-conduto oferecido pelo embaixador norte-americano e decidiram prosseguir na fuga. Anita, entretanto, contraiu febre tifoide e não resistiu. Faleceu na fazenda Guiccioli, perto de Ravenna, em 4 de agosto de 1849. 
Obrigado a fugir para o exílio, que durou dez anos, Garibaldi não acompanhou o funeral da esposa. Chamada de Heroína dos Dois Mundos, Anita está enterrada na colina de Gianicolo, em Roma, onde os dois são homenageados com estátuas equestres.



Fonte : http://www.diariopopular.com.br/
Texto: Luciara Schneid 
Foto: Paulo Rossi

quinta-feira, março 27, 2014

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Conselho de Cultura e Turismo

No dia 26 de Março de 2014 , demos um passo importante para o bem desenvolver do Turismo Local , os membros do Conselho de Cultura e Turismo (CONCULTUR) foram empossados , este conselho reúne diversos segmentos , formando uma corrente muito forte,onde cada elo tem essencial importância ,a partir de agora podemos Projetar e Captar recursos , podemos remodelar nosso Turismo . É um avanço do qual somos pioneiros , é uma longa semeadura , mas bons frutos viram com toda a certeza .  Além da posse ,os presentes elegeram Presidente , Vice e Secretária .Parabéns a todos, Parabéns a Piratini !




quinta-feira, fevereiro 13, 2014

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Convênio da Associação de Turismo Jovem Tur com a Prefeitura Municipal de Piratini .


Da esquerda para direita: Alex Matos, Francieli Domingues, Mírian Gomes, Vilso Gomes e Fladimir Gonsalves
''Todos os homens que realizaram grandes coisas eram grandes sonhadores.''
- Orison Swett Marden

É Associação de Turismo Jovem Tur , o dia 12 de Fevereiro de 2014 ficará marcado a fogo em nossos espíritos , talvez o dia mais importante de nossaTrajetória depois de nossa criação !

Hoje o nosso Humilde Grupo Jovem Tur , firma um convênio com a Prefeitura Municipal, para prestar serviços de cunho cultural , Artístico e turístico a Secretária de Cultura , Desporto ,Turismo e Lazer , agora dividiremos o mesmo propósito , o mesmo Ideal , agora o Palácio do Governo Republicano passa a ser nossa segunda casa , e para o Turista estenderemos o tapete vermelho .

Para nós é como um sonho, talvez alguém tenha que nos beliscar
Confesso que estou eufórica , emocionada , entusiasmada ,feliz,realizada !
Nesta luta há mais de 3 anos , e agora temos esta chance, esta oportunidade única de poder fazer mais pelo desenvolvimento turístico local , é algo mágico !.
Oque depender de nós , faremos o impossível para que o Turismo deslanche , e para que cada visitante crie um afeto imediato por nossa Cidade,que seja este bem recebido, e que sinta-se em casa.
Queremos dar um diferencial ,um novo atrativo para esta que sempre será a eterna primeira Capital Farroupilha ,queremos reviver diariamente esta epopeia , dar vida aos heróis , agir com devoção e amor para que cada detalhe seja visto com emoção !
Quero agradecer a Deus , a todos os membros da Associação , a nosso Prefeito Vilso Gomes , e nosso Vice Prefeito Vitor Ivan que além do carinho ao nos receberem nos deram sim para este projeto se realizar ,nosso Secretário de Turismo Fladimir Gonçalves que não mediu esforços para nos ajudar , o funcionário Alex Matos sempre a nosso favor,sempre nos apoiando , a todos os vereadores ,ao vereador Sergio Castro que fez o projeto que nos tornou utilidade pública,e que está sempre ao nosso lado, todos funcionários da Prefeitura , todos os secretários , agradecer ao amigo Humberto Porto que disponibilizou - se e nos presenteou com o CNPJ , ao Senhor Otávio Alves que sempre nos apoiou e foi influente na criação do Jovem tur em 2011 grande incentivador, a Diego Espíndola que desde o primeiro momento se mostrou parceiro , a todos que nos estenderam a mão , de coração Obrigado !